Centroliva: Município solicita intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente
Vila Velha de Ródão
2017-10-30 10:22:20
Povo da Beira

O Município de Vila Velha de Ródão solicitou à Agência Portuguesa do Ambiente uma intervenção rápida e adequada sobre aquilo que classifica de inconformidades ambientais graves resultantes da laboração da empresa Centroliva.

O pedido foi feito, por carta, assinada pelo presidente da Câmara, Luís Pereira. Nesse documento, o autarca reitera a “preocupação desta Câmara Municipal e dos habitantes de Vila Velha de Ródão com a laboração da unidade industrial da empresa Centroliva, sediada em Vila Velha de Ródão, da qual a constatação de inconformidades ambientais graves não foi, até ao momento, motivo suficiente para impedir efetivamente a continuidade da sua atividade”.

O presidente da Câmara considera “que se trata de uma situação completamente intolerável, com impacte direto na saúde e bem-estar da população, constituindo-se ainda como uma condicionante extremamente negativa a um desejável incremento da atividade turística, setor onde o Município tem vindo continuamente a investir, numa perspetiva de auxílio ao desenvolvimento económico concelhio”.

Na carta, o Município diz “estar convicto que se revela muito difícil ter dados concretos e fidedignos sobre a verdadeira qualidade e quantidade dos efluentes atmosféricos emitidos pela unidade em causa, através de colheitas pontuais, dado que se tratam de caldeiras com alimentação não automatizada e porque se nos afigura que a empresa aproveita o período noturno para aumentar substancialmente a sua laboração”.

No mesmo documento, o Município refere: “Acresce ainda à nossa convicção o facto de todas as madrugadas a sede de concelho se apresentar envolta numa neblina densa e nauseabunda, cujo odor denota inequivocamente a proveniência da fonte poluente, sendo uma evidência clara do aumento da intensidade de laboração noturna da unidade”.

Por isso, a Câmara de Vila Velha de Ródão apela à Agência Portuguesa do Ambiente para que, “no âmbito das suas competências e atribuições, e com carácter de urgência, promova as ações que entenda adequadas para resolver esta questão, de forma definitiva, conscientes de que a criação de riqueza por parte da empresa nunca poderá justificar o seu comportamento irresponsável e indevido, sem qualquer respeito pela qualidade de vida da população, nem pelo cumprimento das obrigações legais vigentes”.



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