Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Sertã realiza ações de prevenção de maus tratos
Sertã
2018-04-11 02:33:33
Povo da Beira

A CPCJ - Comissão de Proteção de Crianças e Jovens - da Sertã decidiu, à semelhança do sucedido nos anos anteriores, incluir esta iniciativa no seu Plano de Ação para 2018 e lançar o repto às escolas do concelho no sentido de estas desenvolverem atividades de sensibiização/prevenção de maus tratos e outras formas de violência junto dos seus alunos.

Recorde-se que a Prevenção dos Maus Tratos é assinalada, anualmente, durante o mês de abril.

O desafio chama a atenção para aquele que constitui, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), um dos mais graves problemas de saúde pública e assenta no pressuposto de que “Todos Juntos Fazemos a Diferença” na prevenção de qualquer forma de violência sobre a criança, ou seja, na prevenção da violação de qualquer um dos direitos consagrados na convenção sobre os direitos da criança.

A iniciativa, desenvolvida com o apoio da Câmara Municipal da Sertã e do Balcão Sertã 3G (Programa Contratos Locais de Desenvolvimento Social), tem como principais objetivos a sensibilização para a problemática dos maus tratos (quer físicos quer psicológicos), o reconhecimento da existência de conflitos e de violência em geral, o desenvolvimento nos alunos de atitudes de autoestima e autoeficácia e a promoção da tolerância, solidariedade e respeito pelos outros.

As atividades incluem a concepção de um cartaz de divulgação e de laços azuis gigantes, que serão colocados na entrada dos principais estabelecimentos de ensino e entidades com intervenção em matéria de infância e juventude do Concelho, durante o mês de abril.

Está ainda prevista a realização de ações de sensibilização sobre o tema junto da comunidade com a participação de alunos dos vários níveis de ensino.

A Campanha do Laço Azul (Blue Ribbon) iniciou-se em 1989, na Virgínia, E.U.A., quando uma avó, Bonnie W.Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro “para fazer com que as pessoas se questionassem”.

O azul da fita refletia a cor das nódoas negras e dos corpos batidos dos seus dois netos, alvos de violência pela mãe e namorado. O azul servia como um lembrete constante na sua luta pela proteção das crianças contra os maus-tratos.



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