Município submete bombos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial
Fundão
2018-04-22 12:35:10
Povo da Beira

O Município do Fundão ultimou e irá submeter o processo de inscrição da construção de bombos e caixas no concelho do Fundão no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

 

A construção deste tipo de instrumentos, saber presente em várias aldeias, registada pelo menos desde finais do século XIX, encontra-se ameaçada, colocando em causa o futuro deste símbolo do Fundão, presente em cenários religiosos e festivos, como a típica Romaria de Santa Luzia do Castelejo, ou em atuações dos agrupamentos folclóricos do Concelho.

 

Com efeito, apenas seis artesãos construtores de bombos e caixas exercem o seu saber no concelho do Fundão.

 

Para Alcina Cerdeira, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal do Fundão, esta inscrição “é um desafio e uma responsabilidade que terá de ser partilhada entre a Autarquia, as Juntas de Freguesia, os artesãos e outros agentes culturais. O que está em causa é o previsível desaparecimento de uma das manifestações mais singulares da identidade musical tradicional”.

 

Segundo a autarca, processo de inscrição destra tradição do Património Cultural Imaterial inscreve-se “num projeto mais alargado de criação de um centro de investigação inserido na realidade museológica Casa do Bombo, em Lavacolhos, cumprindo-se, assim, a firme vontade de estudar e de salvaguardar o rico património imaterial do Concelho, considerando ter essa obrigação cultural com as próximas gerações”.

 

Paralelamente à inscrição está a ser elaborado um programa de ação que contempla o surgimento de uma pedagogia de preservação deste tipo de património junto da comunidade escolar e do público em geral.

 

Segundo Alcina Cerdeira, “a Escola do Bombo está para breve”.



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