Caixa Geral de Depósitos anuncia encerramento da agência de São Vicente da Beira
Castelo Branco
2018-06-13 11:27:39
Povo da Beira

A agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de São Vicente da Beira vai ser um dos 70 balcões que a administração do banco público vai encerrar no país, facto que já motivou a reação da junta de freguesia local que emitiu uma informação escrita a dar conhecimento à população desta decisão.

No documento, o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente da Beira, Vitor Louro, informa a população que a administração da CGD informou na segunda-feira, dia 11 de junho, que a decisão do encerramento da agência local “estava tomada e que é irreversível”.

Vitor Louro refere ainda que apesar da “total discordância com esta atitude”, questionaram a administração do banco público se estavam a desenvolver todos os esforços “para minorar o impacto negativo desta situação”.

“Foi-nos garantido a vinda de uma carrinha uma vez por semana em dia a combinar que vai ficar estacionada em frente às atuais instalações para ajudar os clientes a efetuar movimentos nos dois multibanco e outros”, lê-se no documento.

Adianta ainda que as duas caixas multibanco existentes vão continuar ativas. Já o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia, entende que a a CGD como único banco público, devia demonstrar outro tipo de sensibilidade nestas situações.

O autarca albicastrense sublinha mesmo que pondera tomar medidas de retaliação em relação ao funcionamento da câmara com a CGD e adianta que a solução para Sâo Vicente da Beira, pode passar pela procura de alternativas de outros bancos pra colmatar o encerramento do balcão.

Luís Correia realça também que fez tudo o que estava ao seu alcance para evitar esta situação e mostra-se frontalmente contra o encerramento da agência da CGD de São Vicente da Beira.

Recorde-se que a administração da CGD tornou recentemente pública, a intenção de fechar cerca de 70 agências este ano, maioria já durante o mês de junho.

Explica ainda que as agências a encerrar foram objeto de análise e, além da sua atividade e resultado económico, foram tidas em consideração questões como as acessibilidades a outras agências da CGD e a mobilidade da população, resultando deste facto que a maioria das agências a encerrar se situe nos maiores centros urbanos do país, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Porto.



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