Boom Festival lamenta que “continue a ser maltratado e ostracizado em Portugal”
Idanha-a-Nova
2018-08-01 11:11:13
Povo da Beira

A organização do Boom Festival emitiu um comunicado na passada terça-feira, dia 31 de julho, a lamentar as notícias sobre “os resultados de operações policiais desencadeadas pela Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ) e pelo Comando de Castelo Branco da GNR”.

No comunicado, a organização recorda que o evento “decorre dentro da mais escrupulosa legalidade e que é alvo de escrutínio rigoroso por parte todas as entidades, que não apenas o licenciam como o inspecionam” e realçou que este é festival que junta cerca de 30 mil pessoas.

“Realçar que nesta edição do Boom Festival participaram mais de 30.000 visitantes, 508 dos quais crianças. Entre os visitantes, encontravam-se milhares de famílias que vêm no festival uma oportunidade para apresentar aos seus filhos um modo de vida sustentável em plena natureza e com o máximo respeito pela mesma e pelas artes e cultura”, pode ler-se.

A organização lamenta que “um festival considerado de referência a nível internacional, continue a ser maltratado e ostracizado em Portugal - quer por entidades com responsabilidades políticas e judiciais, quer pela comunicação social – e a ser continuamente relacionado com um tema com que a organização não se revê”, apontando uma descriminação em relação aos restantes eventos realizados em Portugal.

“Segundo dados da APORFEST, Portugal acolheu 272 festivais em 2017. Não podemos deixar de nos surpreender que, nestre universo, apenas o Boom Festival mereça tanta associação ao tema das drogas por parte de forças policiais e mediáticas”, refere.

Para terminar, a organização do Boom Festival informa que vai recorrer a todos os meios legais “para combater esta atuação preconceituosa, parcial e abusiva em relação ao Boom Festival”.



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