Lourinhã exige solução para a degradada colónia balnear de Castelo Branco
Castelo Branco
2018-09-05 12:15:36
Povo da Beira

O edifício da Colónia Balnear de Castelo Branco, na Lourinhã, está devoluto há quase 10 anos, motivo pelo qual a câmara local exige uma solução urgente para o imóvel agora pertencente à Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB).

De acordo com o Diário de Notícias, o município da Lourinhã vai pedir uma reunião à CIMBB a “exigir uma solução” para o imóvel, que se encontra “muito degradado há nove anos”, explicou o seu presidente, João Duarte Carvalho.

Já o presidente da CIMBB e da Câmara de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, afirmou que o assunto tem sido debatido entre as câmaras desta região e adiantou que está a ser elaborado o projeto para uma “primeira intervenção na cobertura e na consolidação do edificado para travar o processo de degradação”.

A autarquia da Lourinhã quer pôr fim ao impacto ambiental negativo na praia do Areal causado pelo avançado de degradação do imóvel que aí se localiza, depois de ter requalificado a praia, de terem sido investidos três milhões de euros na construção de uma colónia de férias da Fundação Júlia e de haver investidores interessados em construir um hotel de charme.

Os telhados em amianto e a degradação do imóvel, problemas que já foram levantados várias vezes na Assembleia Municipal da Lourinhã, criam um impacto negativo numa zona de elevado valor natural e paisagístico por estar abrangida pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira, Reserva Ecológica Nacional e Rede Natura 2000

“Se não houver da parte da CIMBB uma solução de valorização, vamos instaurar uma ação em tribunal para encontrar uma solução” e poder tomar posse do imóvel, ameaçou o presidente da Câmara da Lourinhã.

Os municípios da Beira Baixa admitem avançar, numa segunda fase, com uma intervenção de fundo e têm também “em aberto” a hipótese de virem a alienar o imóvel.

Inaugurada em 1974 pela extinta Assembleia Distrital de Castelo Branco, a Colónia de Castelo Branco recebeu todos os verões crianças e adolescentes daquele distrito até 2007 e, em 2008, deixou de abrir “por falta de condições na cozinha, refeitório e parque infantil”.



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