CTT fecha posto; Município não aceita
Vila Velha de Ródão
2018-09-19 04:26:13
Lourenço Martins de Carvalho

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, informou que a estação dos CTT, em Vila Velha de Ródão, ia fechar e que o atendimento iria passar para um posto concessionado.

O anúncio foi dado durante a visita ao Jardim de Infância n.º1, na passada segunda-feira, mostrando-se o autarca bastante revoltado com a situação.

 “Pelo que percebemos é uma decisão bastante extensa a nível nacional, já começou noutros concelhos e vai ter um impacto muito grande nos concelhos do interior. Pensamos que não faz sentido, é um serviço de proximidade, um serviço público concessionado, não faz sentido que, apesar de ser uma empresa privada, o Estado não ter, na privatização, acautelado essa situação e a permanência da empresa nestes territórios, em que a presença do estado e dos seus serviços são extramente importantes para as pessoas”, afirmou, realçando a importância destes serviços.

“Estamos a falar de pessoas envelhecidas, com pouca escolaridade, com fracos recursos, com dificuldades de mobilidade, portanto o Estado não pode continuar a dar este sinal aos serviços concessionados que não vale a pena estar no território. Isto é contraditório com o discurso, não podemos aceitar isto”, reforçou.

Luís Pereira explicou já ter encontrado uma solução, em conjunto com a Junta de Freguesia de Vila Velha de Ródão, mas que a mesma seria apenas temporária.

“Tentámos encontrar a melhor solução com a Junta de Freguesia, que disponibilizou-se para assumir o posto para garantir, no mínimo, um serviço de qualidade às pessoas. Achamos que não é uma solução e só a aceitamos como provisória, até que o Governo possa rever o processo e possa obrigar a empresa a estar presente nestes territórios”, esclareceu.

O autarca continuou a lamentar a decisão, lembrando que a mesma pode afetar as empresas e a dinâmica económica da Vila.

“É extramente negativo até para as empresas que estão em Vila Velha de Ródão, uma vez que há muitas notificações que são feitas pelos CTT e têm necessidade de aceder ao serviço. Para um concelho com esta dinâmica económica, esta situação não faz sentido, dissemos isso à administração, mas notámos irredutibilidade na decisão. A verdade é que para o interior e para os concelhos, esta decisão é extramente penalizadora, inaceitável e espero que possa se revista, como já aconteceu com outras”, concluiu.



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