Câmara de Oleiros continua à espera de resposta do Governo sobre funcionário que morreu no incêndio de 2017
Oleiros
2018-10-17 03:46:21
Povo da Beira

O presidente da Câmara Municipal de Oleiros, Fernando Marques Jorge, afirmou que, um ano após o fogo de outubro de 2017, continua sem qualquer resposta do Governo em relação ao funcionário da autarquia que morreu no combate ao incêndio quando operava uma máquina de rasto.

“Continuamos sem qualquer resposta. Só o primeiro-ministro pode resolver isto. O Presidente da República e a provedoria de Justiça mandaram a carta que lhes escrevi para o Governo e disseram que esta situação não estava nas suas mãos. O primeiro-ministro ainda não respondeu”, afirmou o presidente do município de Oleiros, Fernando Marques Jorge.

Um trabalhador da Câmara de Oleiros, com 50 anos, morreu quando combatia um incêndio que deflagrou naquele concelho do distrito de Castelo Branco, no dia 07 de outubro de 2017, e, na altura, o autarca disse que não são só os que morrem queimados são vítimas dos incêndios, mas também todos os outros e pediu indemnização para a família.

A Câmara pediu que a família do trabalhador que morreu no combate ao incêndio fosse ressarcida com os mesmos apoios das restantes vítimas dos incêndios e escreveu também ao Presidente da República.

“Continuamos a aguardar, lamentavelmente, apesar dos vários pedidos feitos. A Câmara também tem as suas armas, mas não queríamos entrar em litígio. Mas se tiver que ser”, sublinhou.

Fernando Marques Jorge explicou ainda que neste momento as 16 habitações de primeira habitação estão todas a ser reconstruídas.

“Nem tudo correu como devia, mas o facto é que estão todas em reconstrução, exceto uma. Mas penso que brevemente essa situação vai ser resolvida”, disse.

O autarca adiantou que esta habitação, numa primeira fase, recebeu a aprovação do Governo e, posteriormente, numa segunda fase, mereceu a respetiva contestação, não sendo considerada primeira habitação.

Já em relação ao Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, Fernando Marques Jorge disse que este estava aprovado, mas foi recentemente revisto atendendo à situação que se viveu no concelho com os fogos de há um ano.



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