Politécnico de Castelo Branco espera que Governo faça reforço orçamental este ano
Educação
2018-10-31 10:31:33
Povo da Beira

O presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) afirmou, durante as comemorações do 38º aniversário da instituição, que espera que o Governo honre o contrato celebrado em 2016 com as instituições de ensino superior e faça o devido reforço orçamental ainda em 2018.

O presidente do IPCB, António Fernandes, explicou, durante as comemorações do 38º aniversário da instituição que este ano, no cumprimento das regras inscritas no Orçamento de Estado para 2018, o Politécnico encontra-se a pagar as valorizações salariais correspondentes, tanto a docentes como a funcionários não docentes.

Adiantou que estes são encargos decorrentes de uma alteração legislativa a que se somam outras com impacto direto nos salários dos docentes e não docentes, designadamente a extensão do período transitório para os docentes, o aumento do salário mínimo nacional e a regularização dos vínculos precários.

Neste âmbito, recordou que as instituições de ensino superior, politécnicos e universidades, celebraram um acordo com o Governo em 16 de julho de 2016, o contrato no âmbito do Compromisso com a Ciência e o Conhecimento, em que o Governo assumiu transferir para as instituições os montantes correspondentes à execução das alterações legislativas com impacto financeiro que viessem a ser aprovadas.

“Quero acreditar que o Governo vai manter e honrar o contrato fazendo o devido esforço orçamental ainda em 2018”, afirmou.

Já sobre a instituição que preside, António Fernandes disse que está “fortemente apostado no absoluto rigor financeiro” do IPCB.

“Como referi recentemente, uma das primeiras prioridades é equilibrarmos financeiramente a instituição. Tomámos algumas medidas. Algumas dificeis, pouco populares. Mas estamos convictos que é assim que deve ser e é assim que tem que ser”, frisou.

Este responsável sublinhou que a estrutura organizacional do IPCB é pesada e implica custos fixos elevados, pelo que adiantou que a reorganização da instituição “merece ampla discussão”.

“A designação das escolas, as formações ministradas, a complementaridade entre escolas e as diferenças existentes na faixa etária do corpo docente, nas necessidades de contratação, no número de alunos, na atratividade dos cursos, são, entre outros, fatores que exigem debate”, defendeu.

António Fernandes disse que os estudantes deslocados representam mais de 70% dos alunos do IPCB e adiantou que a cidade e a região devem valorizar a sua vinda e apoiar a sua integração.

E, dirigindo-se ao presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, realçou o esforço que o autarca tem feito no sentido de encontrar soluções.

“Não posso, contudo deixar de expressar aqui a minha preocupação sobre esta matéria que considero muito pertinente. Senhora vice-presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Idalina Costa, manifesto a mesma preocupação relativamente à vila de Idanha-a-Nova”, concluiu.



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