PSD critica “silêncio ensurdecedor” do executivo e deixa várias questões
Castelo Branco
2018-11-07 02:17:14
Povo da Beira

Carlos Almeida, presidente do PSD de Castelo Branco, criticou o “silêncio ensurdecedor” do presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia, relativamente às questões que têm vindo a público sobre a autarquia albicastrense.

Em causa estão as notícias, divulgadas no programa “Sexta às 9”, da RTP, em que levantam suspeitas sobre supostos contratos assinados entre a Rui Miguel Roseiro Esteves – filho de Rui Esteves, antigo Comandante Operacional da Proteção Civil e que foi investigado pela sua licenciatura – e o Aeródromo Municipal e a empresa municipal ALBIGEC – equipamentos da autarquia.

O líder da oposição recorda que, há duas semanas, quando fez o balanço do 1.º ano de mandato do atual executivo, falou em sete pecados capitais e que um deles é o facto de “Castelo Branco ser sempre notícia nacional pelas piores razões”.

“Hoje somos obrigados a vir a público, porque Castelo Branco voltou a ser notícia pelas piores razões, lamentavelmente. Não gostamos de ver a terra diminuída e as gentes enxovalhadas”, começou por afirmar Carlos Almeida, numa conferência de imprensa, realizada na sede do partido, no dia 6.

O político prossegue nas críticas, lembrando que “se associarmos a outras notícias nacionais, a realidade para Castelo Branco é muito má, dando a ideia que há uma teia de interesses que prejudica o interesse público”.

“Castelo Branco parece hoje uma oligarquia, poucos por poucos e para poucos”, lamentou.

Carlos Almeida deixou, de seguida, um conjunto de questões ao presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, pedindo a este que termine com “as omissões, lapsos e silêncios demasiado longos”.

Sem nunca se referir o nome de Rui Miguel Roseiro Esteves, o presidente do PSD levantou várias perguntas sobre o tipo de contrato existente entre este e a Câmara Municipal de Castelo Branco.

“Que tipo de vinculo tem essa pessoa com o Aeródromo de Castelo Branco?; A existir um vinculo ou um contrato de prestação de serviços, há quantos anos é que existe?; Quais os valores que foram auferidos e a troco de que tipo de funções?; O tipo de vinculo que esta pessoa tem com as Piscinas de Castelo Branco?; A existir um vinculo ou um contrato de prestação de serviços, há quantos anos é que existe?;  Quais os valores auferidos e a troco de que tipo de funções?; Quais os métodos para o seu recrutamento? Quer no caso do Aeródromo, quer nas Piscinas de Castelo Branco; Quais foram os critérios que presidiram à escolha desta pessoa para os dois lugares?”, questinou, prosseguindo com os discurso.

“São oito perguntas, algumas até podem ser redundantes, mas que têm de ser feitas face ao silêncio – dessa reportagem do Sexta às 9 – dos responsáveis políticos locais. É um silêncio que não tem correspondência com aquilo que são as responsabilidades destes políticos locais. É um silêncio constrangedor para quem anda na vida pública e é um silêncio que nos leva a questionar que tipo de sociedade temos hoje em Castelo Branco e para onde nos querem levar”, alertou.

O Social-Democrata reforçou que para o seu partido “não existem albicastrenses de primeira e de segunda. Os albicastrenses exigem explicações e transparência na condução dos destinos do município”.

“Quando as polémicas e as suspeitas se avolumam – e é o caso – é o exercício do poder que começa a ficar em causa. Hoje está claro para nós que o Presidente da Câmara está diminuído na ação, está esgotado e deixou-se consumir pelo exercício do poder”, afirmou.

Carlos Almeida terminou o discurso, assumindo que o PSD “quer fazer de forma diferente” e que se assume “como uma alternativa” para levar Castelo Branco “a liderar o desenvolvimento no Interior do país”.



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