PSD está apreensivo com o encerramento de serviço do BdP em Castelo Branco
Castelo Branco
2018-11-07 02:17:31
Povo da Beira

O PSD de Castelo Branco mostrou-se apreensivo com o encerramento do serviço de troco e destroco do Banco de Portugal (BdP) e adianta que é alarmante a sucessão de notícias de encerramento de serviços no concelho.

“A Comissão Política Concelhia recebeu com grande apreensão e susceptibilidade a notícia do encerramento de mais um serviço em Castelo Branco, desta feita, do serviço de troco e destroco do Banco de Portugal. Trata-se de mais um serviço encerrado em Castelo Branco, numa alarmante sucessão de notícias de encerramento de serviços no nosso concelho e também no nosso distrito (...)”, refere em comunicado, a concelhia do PSD.

Os sociais-democratas afirmam que sse pretendeu minimizar a notícia do encerramento deste serviço com a criação de um Centro de Atendimento Telefónico do Banco de Portugal, “criando até a ilusão de que a Agência de Castelo Branco sairia reforçada deste processo”.

“O atendimento telefónico não significa maior proximidade de serviço, podendo este ser prestado a partir de qualquer ponto do país. Especialmente no Interior, onde são necessários serviços de proximidade e, nesta perspetiva, a perda é sem dúvida alguma irreversível”, sustentam.

Adiantam ainda que nas tesourarias do Banco de Portugal podem ser trocadas notas de Escudo ainda não prescritas e notas danificadas, bem como fazer operações de troco e destroco de notas e moedas.

“Ficando impossibilitada a troca presencial, restará agora o respetivo envio por correio ao Banco de Portugal, a deslocação a outras agências, sendo as mais próximas Coimbra ou Viseu, ou ainda o recurso à banca comercial, cuja presença tem também diminuído no Interior”, afirmam.

O PSD entende que o encerramento de serviços é consequência direta do despovoamento no Interior e, em relação a este problema, dizem que a “inércia governativa é flagrante”.

“A notícia do encerramento de uma valência do Banco de Portugal na nossa cidade, põe a descoberto a crescente fragilidade do Interior, sem que a ação governativa do PS, seja no plano nacional, seja no plano autárquico, revele uma real capacidade de resposta a este e outros problemas”, concluem.



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