Projeto do Politécnico de Castelo Branco estuda mobilidade urbana dos idosos
Educação
2018-11-07 02:17:49
Povo da Beira

O Instituto Politécnico de Castelo Branco está a desenvolver um projeto para estudar a mobilidade urbana dos idosos em cidades com desníveis topográficos acentuados sendo que os dois primeiros trabalhos vão decorrer na Covilhã e na Guarda.

Em comunicado, o Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) explica que o projeto vai ser desenvolvido através da sua recém-criada Unidade de Investigação Interdisciplinar-Comunidades Envelhecidas Funcionais (Age.Comm).

O projeto ‘Move-Aged’ foi aprovado pelo Centro Internacional sobre  o Envelhecimento (CENIE), ligado à Fundação da Universidade de Salamanca, à Universidade do Algarve e à Direção Geral de Saúde.

“É liderado por Juan José Izquierdo, da Universidade de Navarra (Espanha), e a equipa do IPCB, liderada pela professora Maria João Guardado Moreira, é constituída por docentes das Escolas Superiores de Educação, Saúde e Agrária, e está já prevista a colaboração de alunos do Mestrado em Gerontologia Social. Integra igualmente dois investigadores do Instituto Politécnico da Guarda”, lê-se no comunicado.

A equipa portuguesa vai efetuar o levantamento dos meios urbanos portugueses com maiores desníveis topográficos e identificar os bairros com população mais envelhecida nessas cidades.

Para o efeito, sserá feito o levantamento dos tipos de elevadores públicos urbanos, a sua catalogação e o impacto que têm para a mobilidade e participação social das populações mais envelhecidas que os utilizam.

Estão já previstos dois trabalhos de campo, a desenvolver nas cidades da Covilhã e Guarda, que pelas suas características topográficas foram previamente identificadas para serem incluídas no projeto.

“Na cidade da Covilhã vai ser realizado o perfil dos idosos que utilizam os vários elevadores da cidade e o impacto na sua qualidade de vida. Na cidade da Guarda vai ser selecionado um bairro com as mesmas características topográficas, para avaliar as limitações à mobilidade das pessoas idosas causadas por estes desníveis e as implicações na utilização do espaço urbano ou dos serviços”, referem.

Os trabalhos iniciaram-se em julho deste ano e devem estar concluídos em finais de 2019, tendo o IPCB um financiamento de 50 mil euros para o projeto.



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