Quercus alerta para proliferação massiva de plantas aquáticas no Tejo Internacional
Vila Velha de Ródão
2018-11-21 11:32:47
Povo da Beira

A QUERCUS Castelo Branco emitiu um comunicado em que informa que “detetou em vários locais do Tejo Internacional, nomeadamente no troço internacional do Rio Tejo e nos seus afluentes Rio Ponsul e Rio Aravil, a presença anormal de uma quantidade massiva de uma planta aquática numa extensão de largas dezenas de quilómetros, a qual numa primeira análise parece ser lentilha de água (Lemna sp.)”.

Nos últimos anos devido à degradação da qualidade de água do Rio Tejo, com a concentração de nutrientes provenientes da poluição, têm ocorrido com frequência “bloom de algas”, normalmente associado a um feto aquático a Azola (Azolla filiculoides), uma espécie de planta aquática exótica invasora, que prolifera quando as massas de água se encontram poluídas por fosfatos, nitratos, etc., formando tapetes densos de vegetação á superfície.

A Associação ambientalista explica que “estes fenómenos provocam uma diminuição da entrada de luz nas massas de água e fazem baixar o nível de oxigénio dissolvido na água, degradando ainda mais a sua qualidade”.

Estes indícios podem ser “indicadores de desequilíbrios nos ecossistemas e são uma consequência da poluição, levando assim à eutrofização dos rios e provocando uma acentuada degradação da qualidade das massas de água”.

A Quercus dá ainda conta que alertou as autoridades competentes, como a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e o SEPNA (Serviço Especial de Proteção da Natureza da GNR).



Última edição