Autarca de Oleiros diz que processo do trabalhador que morreu “está bem encaminhado”
Oleiros
2019-01-30 11:01:05
Povo da Beira

O presidente da Câmara Municipal de Oleiros, Fernando marques Jorge, garantiu que o processo do trabalhador do município que morreu a combater o incêndio de 2017, que deflagrou no concelho, está “bem encaminhado” e espera que tenha um “final justo”.

“As coisas ainda não estão resolvidas, mas estão bem encaminhadas. E, penso que o secretário de Estado das Autarquias Locais, que tem o processo nas suas mãos, irá tomar medidas que venham a ter um final que seja justo e eu acredito que ele, sendo um homem que também foi autarca e que conhece estas situações, vai tomar uma posição que venha a fazer justiça”, afirmou Fernando Marques Jorge.

O trabalhador da Câmara de Oleiros, com 50 anos, morreu quando combatia um incêndio que deflagrou naquele concelho do distrito de Castelo Branco, no dia 07 de outubro de 2017, e, na altura, o autarca pediu indemnização para a família.

A Câmara pediu que a família do trabalhador fosse ressarcida com os mesmos apoios das restantes vítimas dos incêndios e enviou cartas ao Presidente da República, Provedoria de Justiça e ao primeiro-ministro.

O autarca de Oleiros, que nunca tinha tido qualquer resposta do Governo sobre o assunto, apesar das várias missivas enviadas, recebeu finalmente uma resposta do gabinete do primeiro-ministro António Costa.

E, com o processo nas mãos do secretário de Estado das Autarquias Locais, Fernando Marques Jorge espera que a família do trabalhador que morreu no combate ao incêndio seja indemnizada nas mesmas condições que foram as famílias das pessoas que morreram nos incêndios de 2017.

Este é o único caso no país, de um falecimento que aconteceu estando a trabalhar, estando a combater um incêndio. Todos os outros foi pouca sorte das pessoas que estavam na hora errada, no sítio errado. Este não. Este foi chamado e estava a trabalhar e se alguém, se alguma família merece receber uma indemnização, esta é uma delas”, sustentou.

Explicou ainda que o executivo de Oleiros, por unanimidade, aprovou um apoio aos dois filhos do trabalhador, ambos a estudar, um em Oleiros e outro na Universidade de Coimbra.

“O apoio decidido é na área da alimentação, das propinas, do alojamento e do material escolar enquanto eles estiverem ou quiserem estudar”, frisou.

O autarca adiantou que os jovens não terão que devolver rigorosamente nada ao município e adiantou que esta é também uma forma de homenagear o trabalhador do município.

Em outubro de 2018, o presidente da Câmara Municipal de Oleiros tinha afirmado que, um ano após o fogo de outubro de 2017, continuava sem qualquer resposta do Governo em relação ao funcionário da autarquia que morreu no combate ao incêndio.

“Continuamos sem qualquer resposta. Só o primeiro-ministro pode resolver isto. O Presidente da República e a provedoria de Justiça mandaram a carta que lhes escrevi para o Governo e disseram que esta situação não estava nas suas mãos. O primeiro-ministro ainda não respondeu”, explicou, na altura, Fernando Marques Jorge.



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