Autarca de Oleiros está de “consciência tranquila” e quer ir a julgamento
Oleiros
2019-01-30 10:47:26
Povo da Beira

O médico e presidente da Câmara Municipal de Oleiros, Fernando Marques Jorge, diz-se de consciência tranquila e quer ir a julgamento no caso em que é acusado pelo Ministério Público, juntamente com um grupo de seis médicos e dois farmacêuticos, de terem prejudicado o Estado em quase três milhões de euros.

O autarca, que recusou pedir a instrução do processo, estranha a atitude da Inspeção de Finanças de Castelo Branco, até porque, o primeiro relatório de 2015, da Polícia Judiciária que investigou o caso, não encontrou qualquer ilícito.

“Não faço ideia sobre o que vai na cabeça da Inspeção de Finanças de Castelo Branco ou da Direção de Finanças de Castelo Branco. O que eu sei é que os impostos foram todos pagos”, afirma.

Recorda ainda as investigações de que foi alvo pela própria Direção de Finanças de Castelo Branco que durou vários anos e da Polícia Judiciária, que não encontraram qualquer ilícito.

“Andaram aqui anos, fotocopiaram o que quiseram, levaram o que quiseram e chegaram à conclusão de que não tinha havido qualquer tipo de fuga fiscal, de qualquer imposto.

Depois vem o Ministério Público, através da PJ, fazer uma investigação. E chegou à conclusão de que, nestes anos todos, nem o Fernando Marques Jorge, nem nenhum dos seus sócios nem nenhuma das suas empresas, fugiu ao fisco em qualquer imposto. Foi a conclusão a que chegaram”, disse.

O médico e autarca estranha que depois de tudo isto, a Inspeção de Finaças de Castelo Branco, depois dela própria ter investigado e de ter enviado documentação a dizer que não havia nada, avança com suposições.

“Aliás, a acusação diz que nós supomos. Têm um documento oficial da PJ a dizer não há nada. Não estamos a brincar. Estamos a falar já numa área de polícia especializada. O MP recebe isto da PJ e manda para as Finanças de Castelo Branco, para saber se têm alguma coisa a dizer ou se continuam a achar que houve fuga fiscal. E, se houve onde e como? Eles (Finanças) dizem que supõem que o dinheiro recebido nos anos a seguir que o meteram nas vendas das ações”, refere.

O autarca reforça que quer ir a julgamento, mesmo quando podia pedir a instrução do processo e adianta que depois irá pensar o que é que vai fazer com a Direção e a Inspeção de Finanças.

Além disso, com base em todas as investigações, acredita que a sua “melhor testemunha é a Polícia Judicária”.

Segundo a notícia do JN, publicada no passado sábado, o autarca e um grupo de seis médicos e dois farmacêuticos terão prejudicado o Estado em quase três milhões de euros.

A alegada fraude fiscal qualificada terá sido cometida com a venda de dezenas de laboratórios e clínicas, situados no centro interior e em Lisboa e Vale do Tejo, a um grupo empresarial holandês.



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