Fundão integra Rede Nacional de Arte Rupestre
Fundão
2019-02-17 11:39:22
Povo da Beira

O Fundão é um dos municípios fundadores da “Rede Nacional de Arte Pré-Histórica”, promovida pelo Museu do Côa, que tem por objetivo integrar e promover em conjunto diversos sítios possuidores destas ancestrais manifestações patrimoniais.

 

Para Bruno Navarro, Presidente da Fundação Côa Parque, “esta rede vai otimizar recursos e integrar projetos de investigação científica, em paralelo com a defesa ambiental e afirmação identitária dos territórios. O Fundão é uma peça fundamental nesse mosaico de cooperação de complementaridades”.

 

Alcina Cerdeira, Vereadora com o pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Fundão, apoiou a integração na rede, referindo que “a arte pré-histórica é parte integrante e ímpar da nossa rica carta patrimonial. As gravuras rupestres do Poço do Caldeirão, na Barroca, são únicas no seu enquadramento ambiental. É um sítio cheio de possibilidades ainda por explorar, da arqueologia ao turismo rural. A existência de um centro de interpretação que queremos reformular e atualizar obriga-nos a ser mais céleres associando-nos, por isso, ao Museu do Côa. Neste Museu deu-se o pontapé de saída para a constituição de uma rede, com a presença de autarcas e técnicos de vários municípios portugueses e tenho a certeza que esta nova abordagem de promoção da arte pré-histórica em Portugal vai ser um êxito”.

 

Confirmado está, também, o regresso às prospeções nas margens do rio Zêzere, segundo o Diretor do Museu Arqueológico do Fundão, Pedro Salvado, que esteve ligado à primeira fase de estudo do conjunto de gravuras, descoberto em 2003 por Diamantino Gonçalves e Belarmino Lopes, “há que voltar a religar este fantástico lugar gráfico à história da paisagem e partilhar a salvaguarda deste património com a comunidade. A arte pré-histórica une, porque nos obriga a pensar tempos e quebrar todas as fronteiras políticas contemporâneas”.



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