Ineficácia ditou empate
Desporto
2019-03-13 10:05:24
Povo da Beira

A 25.ª Jornada da Série C colocou frente a frente a ARC Oleiros e o FC Oliveira do Hospital. As duas equipas, tranquilas na tabela classificativa, perspetivavam um encontro de bom futebol, virado para as balizas.

Os oleirenses, a dez partidas do fim do Campeonato, procuravam pontos para aumentar a diferença entre a parte baixa da tabela e assegurar, o mais rapidamente possível, a manutenção.

O jogo começou equilibrado, mas os visitantes mostravam qualidade técnica. A bola sempre colocada ao pé e com Luís Martins e David Brás a comandar o meio-campo.

A primeira grande situação de perigo apareceu de uma jogada de contra-ataque dos forasteiros. Varela ganhou um ressalto, correu sem oposição no corredor central e serviu Kristian, mas o avançado pegou mal na bola e Miotti agarrou com alguma facilidade.

A jogada surgiu de um lançamento junto à área dos visitantes e a defesa da casa foi apanhada desorganizada e em desvantagem numérica.

O intervalo chegou com um nulo justo no marcador. A turma de Oliveira do Hospital entrou melhor na partida, com melhor qualidade de jogo, mas com o passar dos minutos, o conjunto da casa equilibrou e dispôs de algumas jogadas perigosas perto da baliza de Nando.

Os forasteiros entraram novamente melhor na segunda metade e, na sequência de um pontapé de canto, Diogo Brito, com um bom cabeceamento, fez a bola passar muito perto da baliza oleirense.

Os pupilos de Natan Costa responderam e, num lance muito confuso dentro da área, Fábio Gaião ganhou espaço para o remate, mas o esférico foi à figura do guardião contrário.

A equipa do Pinhal adiantou-se mesmo no marcador. O árbitro assinalou grande penalidade, por falta de Marco sobre Jimmy, e na marca dos onze metros, Rafa não tremeu e inaugurou o marcador.

Os comandados de Miguel Valença, em desvantagem, procuraram ter mais posse de bola, mas encontraram sempre um adversário organizado e aguerrido.

Os visitantes estavam perigosos e Garrido, numa bola perdida, disparou forte, esbarrando na barra da baliza de Gabriel Miotti.

Os oleirenses não se limitavam a defender e Bruno Carvalho, acabado de entrar, apareceu em boa posição, mas Leo Araújo ainda conseguiu o corte.

O jogo estava partido e Rafa teve uma grande oportunidade para bisar e sentenciar a partida, mas o guarda-redes forasteiros, a dois tempos, fez uma grande defesa, mantendo a sua equipa na luta pelo resultado.

Como quem não marca, sofre, o Oliveira do Hospital chegou à igualdade. Fred, na marcação de um pontapé de canto, saltou mais alto que todos e, com um cabeceamento potente, atirou a contar.

Até final, nenhuma das equipas conseguiu desbloquear o empate e a divisão de pontos foi mesmo resultado final.

A ARC Oleiros, com esta igualdade, mantém o 9.º lugar, com 34 pontos, em igualdade pontual com o 8.º classificado, o Nogueirense. Os oleirenses, na próxima jornada, medem forças com o CD Alcains, no derby do distrito.

FICHA DE JOGO

Estádio: Municipal de Oleiros

Árbitro: Gonçalo Carreira

ARC OLEIROS: Gabriel Miotti, André Farinha, Tiago Gomes, Djaló, Fábio Gaião, Ivan Silva (Charles 89’), Guilherme, Jimmy, Michael (Bruno Carvalho 73’), Rafa, Vilmar (Ivan Fidalgo 75’)

Treinador: Natan Costa

Suplentes não utilizados: Marreiros, Rildo, Tak, Donte

OLIVEIRA DO HOSPITAL: Nando, Ariano (Beato 84’), Marco, Leo Araújo, Freitas, Diogo Brito, Luís Martins (Fred 70’), David Brás, Choi (Garrido 52’), Kristian, Varela

Treinador: Miguel Valença

Suplentes não utilizados: João Alves, Zé Francisco, Luís Pedro, Tidajne

GOLOS: Rafa (63’ g.p.), Fred (86’)

Disciplina: Marco (47’), Varela (57’), Beato (87’)

Natan Costa, treinador da ARC Oleiros:

“Podíamos ter somado três pontos, tal como na semana passada, criámos muitas oportunidades, mas não conseguimos vencer. Acho que fizemos uma má primeira parte, muito pobre tecnicamente e com vários jogadores a ter comportamentos fora daquilo que são os seus comportamentos normais. Na segunda parte, senti a equipa mais lutadora. Temos o lance da grande penalidade e, a partir daí, tornamo-nos uma equipa mais perigosa. O Oliveira do Hospital tem um remate fora da área e nós tivemos duas ou três bolas para «matar» o jogo e não «matámos». E tem sido assim. Temos muitas dificuldades em fazer golos, em bola corrida não estamos a fazer golo. E nota-se que a equipa está muito mais frágil. Custa muito perder pontos assim, sabendo que os pontos estão caríssimos e as equipas que estão atrás reforçaram-se muito.”



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