Exército realiza exercício militar “Fénix 2019” em Idanha-a-Nova
Idanha-a-Nova
2019-04-10 11:01:18
Povo da Beira

O Exército vai testar em Idanha-a-Nova, entre os dias 15 e 17 de abril, a sua capacidade no âmbito do Apoio Militar de Emergência, com a realização do exercício militar “Fénix 2019”.

Durante a realização da segunda edição deste exercício militar vão ser projetados diversos cenários em que vão estar envolvidos 300 militares e mais uma centena de operacionais dos diversos agentes que integram a Proteção Civil.

“Vai ser um exercício que para além do Exército, envolve inúmeros agentes de proteção civil, força de bombeiros, GNR, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Cruz Vermelha, força especial de bombeiros, ou seja, a estrutura da Autoridade nacional de Emergência e proteção Civil (ANEPC) porque o exercício ou a emergência do exército só existe quando solicitado pela ANEPC”, explicou, em conferência de imprensa realizada no passado dia 4 de abril, o coronel Mário Álvares.

O Comandante do Regimento de Apoio Militar de Emergência e da Unidade de Apoio Militar de Emergência do Exército explicou que durante a realização do exercício, vão ser colocadas à prova as capacidades de unidades militares do Exército estacionadas um pouco por todo o país em áreas tão diferentes como o apoio sanitário, serviços, engenharia militar, operações de rescaldo, vigilância, busca e salvamento.

“Vamos testar o Plano de Emergência de Proteção Civil de Castelo Branco a partir do colapso da barragem de Idanha-a-Nova. Numa primeira fase, quem toma a responsabilidade da ocorrência será a ANEPC. É ela que vai solicitar o emprego de capacidade do Exército para apoiar na emergência”, referiu.

Segundo o coronel Mário Álvares, um dos grandes objetivos deste exercício é projetar a estrutura de comando e controle da Unidade de Apoio Militar de Emergência do Exército para apoio à estrutura de comando e controle da ANEPC.

“Pretendemos treinar o emprego dessas capacidades e testar a nossa prontidão e a nossa competência”, concluiu.

Já o presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, lançou um repto ao Exército para que realize outros exercícios no concelho.

“Quero deixar aqui o repto para a realização de outros exercícios na região. A existência da central nuclear de Almaraz, também justificava a realização aqui de um exercício. É um repto que deixo ao Exército e à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)”, afirmou.

Armindo Jacinto explicou que Idanha-a-Nova é a localidade portuguesa mais próxima, em linha reta, da central nuclear espanhola de Almaraz.

“A perigosidade existe, apesar de ser relativa pelas questões de segurança apertada. Mas, o certo é que o risco existe e faria todo o sentido fazer-se um exercício para testar as nossas capacidades de resposta”, concluiu.



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