Agricultores de Castelo Branco reclamam investimento no regadio a Sul da Gardunha
Castelo Branco
2019-05-15 11:38:34
Povo da Beira

A Associação Distrital de Agricultores de Castelo Branco (ADACB) reclama a construção do regadio a sul da Gardunha e defende que é necessário um maior investimento nos regadios tradicionais e coletivos.

Num documento que entregaram no passado dia 10 de maio, ao secretário de Estado para a Valorização do Interior, João Paulo Catarino, a ADACB explica que a sul da Gardunha, a agricultura é a principal atividade económica, “bastante representativa em termos de produção frutícola, cerealífera e de pecuária”.

Além disso, defendem a necessidade de adaptar o regadio da Cova da Beira à atual realidade fundiária da região.

Realçam ainda que a terminar o atual quadro comunitário de apoio, os agricultores do distrito de Castelo Branco continuam a enfrentar muitas dificuldades no acesso às ajudas comunitárias.

“Apesar das enormes exigências processuais, os agricultores apresentaram e viram o seu projeto de investimento aprovado, agora, após a apresentação dos pedidos de pagamento estão meses a aguardar a sua análise, tempo que consideramos excessivamente longo para que o dinheiro seja finalmente depositado na respetiva conta”, lê-se no documento.

Adiantam que as solicitações para a supressão de falhas são feitas a “conta-gotas”, situação essa que deixa os agricultores”em desespero e atrofiamento económico”, levando-os, muitas vezes, a desistir de executar o seu projeto”.

“Seria positivo que a DRAPC assumisse o compromisso junto dos beneficiários de que aquando da análise aos projetos, os documentos para superação de falhas sejam pedidos de uma única vez”, referem.

No documento entregue ao governante, a ADACB diz que não entende a razão de nos projetos com culturas temporárias, os custos com a melhoria fundiária, como drenagem, desprega e nivelamento dos solos, não sejam elegíveis.

Já em relação aos apoios aos jovens agricultores, explicam que um jovem que se queira instalar e receber a ajuda para a primeira instalação, não o pode fazer se, entretanto, recebeu “um pequeno subsídio” da União Europeia.

“Consideramos que os jovens devem ser estimulados a fixaram-se no setor, pelo que todos os que tenham idade inferior a 40 anos tenham direito a um prémio de instalação, independentemente do seu histórico”, sublinham.

Os agirucltores valorizam a decisão do Governo de criar o estatuto da agricultura familiar e defende a sua rápida implementação.

“Tardam as medidas concretas no âmbito da fiscalidade, da segurança social, na formação, na produção e comercialização, permitindo uma melhoria significativa do rendimento da agricultura familiar”, referem.

A ADACB defende também um programa para a modernização e revitalização dos mercados municipais e de proximidade, muito vocacionados para a produção local.



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