Álvaro Batista assume candidatura
Castelo Branco
2019-06-12 11:06:04
Povo da Beira

Álvaro Batista é candidato à presidência da Comissão Política Distrital do PSD de Castelo Branco. A confirmação foi dada pelo próprio, numa entrevista ao POVO da BEIRA, em que explica as razões que o levaram a candidatar-se ao cargo.

O social-democrata é, atualmente, deputado na Assembleia da República, pelo círculo eleitoral de Castelo Branco.

Em relação aos nomes que o vão acompanhar na lista, o candidato assumiu já estarem escolhidos, mas preferiu guardar o anúncio para mais tarde.

Recorde-se que Manuel Frexes, que terminava o mandato em julho de 2020, apresentou a demissão do cargo – invocando a condenação mediática de que tem sido alvo, numa alusão à acusação do Ministério Público, que o constitui arguido por alegados crimes de prevaricação e corrupção quando ocupou o cargo de presidente da Câmara Municipal do Fundão - convocando eleições antecipadas para a distrital do partido.

Povo da Beira (PB) - É candidato à distrital de Castelo Branco do PSD?

Álvaro Batista (AB) - Sim, sou candidato. É um imperativo de consciência.

PB - Porquê?

AB – A anterior liderança fez o melhor que podia e sabia. Fez muito mas não resultou. Trabalhou mas foi um trabalho inglório. Conheço o outro candidato, sei que é esforçado, trabalhador e um social-democrata de primeira água, mas continuar o caminho do seu antecessor só podia dar o mesmo resultado, ou seja, voltar a perder. Tenho comigo uma equipa renovada, com gente experiente e com jovens, que nos garantem conhecimento, energia e uma vontade férrea de vencer e é isso que espero venha a suceder com uma nova liderança.

PB - E isso não pode ser também feito pela outra candidatura?

AB – Estimo muito o meu adversário nestas eleições e todos os companheiros que o acompanham, mas não posso concordar em seguir um rumo, um caminho que já provou estar errado. Digo mais, se ele vencesse as eleições, eu apoiá-lo-ia desde o primeiro segundo e acredito que, ganhando eu como espero, terei no meu concorrente um dos maiores apoiantes para a ação política. É assim que eu vejo o PSD, com diferenças em muitos aspetos, mas unidos num objetivo comum.

PB – O que é que se propõe fazer de diferente?

AB – Para recuperarmos o distrito, temos de ter as pessoas, os seus problemas e aspirações, como a nossa principal preocupação. Para isso é indispensável assumir uma atitude diferente, dentro e fora do partido, sobretudo voltar a liderar as causas dos cidadãos em todas as suas vertentes. Teremos de inovar, revolucionar se necessário for, tendo sempre as necessidades da região como nosso único objetivo. Tenho a profunda convicção que, se o conseguirmos fazer vamos voltar a ganhar eleições, ajudar a manter o PSD como o maior partido político na Assembleia da República, torná-lo novamente maioritário na representação autárquica.

PB – Que mudanças quer para o PSD de Castelo Branco e para o distrito?

AB – No distrito de Castelo Branco há um concelho com mais de 700 idosos por cada 100 jovens e sete dos onze concelhos têm mais de 350 idosos por 100 jovens. Se olharmos para o poder de compra per capita na nossa região, nenhum município chega à média nacional e a maior parte fica-se pelos 60 a 70%, números que demonstram que somos uma das regiões mais pobres do país e da europa. Sob pena de continuarmos inevitavelmente a definhar sob a governação do PS no país e no distrito, muita coisa tem de mudar. Foi por querer ajudar a protagonizar essa alteração de paradigma que decidi apresentar a minha candidatura. Se é esta a mudança que os meus companheiros de partido pretendem, se serei ou não merecedor da sua confiança para a concretizar, a eles competirá decidir.

PB – Que mensagem quer deixar aos militantes sobre a sua candidatura?

AB – Antes de mais deixe dizer-lhe que é sempre mais fácil criticar do que fazer. O atual governo falhou de forma clamorosa nas promessas que fez ao distrito de Castelo Branco, sendo minha convicção que o PSD pode fazer mais na reivindicação de respeito por parte do governo para com as pessoas que aqui vivem. Os residentes no distrito têm de deixar de ser tratados como cidadão de segunda categoria, quando comparados com os das áreas metropolitanas.



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