Falta de medicamentos afeta mais de metade dos utentes das farmácias de Castelo Branco
Castelo Branco
2019-08-09 10:42:39
Povo da Beira

Mais de metade dos utentes das farmácias (56,60%) do distrito de Castelo Branco, no último ano, enfrentaram algum tipo de indisponibilidade de medicamentos. Destes, 24,75% recorreram a uma nova consulta para obter o medicamento disponível e 6,60% tiveram mesmo de parar o tratamento.

Os dados surgem de uma sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR).

Os resultados de Castelo Branco aparecem acima da média nacional (52,20%, declararam dificuldades no acesso à medicação prescrita).

Na análise, as regiões mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior do país são as que registam mais ocorrências deste tipo. Nos distritos de Beja e Guarda a percentagem chega quase aos 70% (68,22% e 67,30%, respetivamente).

O mesmo estudo conclui que a falta de medicamentos nunca afetou tanto os portugueses: 3,4 milhões depararam-se com este problema e 371 milhões (5,70%) foram forçados a interromper a terapêutica.

A indisponibilidade de medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,50%) de utentes a recorrer a consulta médica para alterar a prescrição. O recurso a estas consultas causou elevados custos quer para o sistema de saúde (35,3M a 43,8 milhões de euros), quer para o utente (2,1M a 4,4 milhões de euros).

Os inquéritos para o relatório sobre o “Impacto da Indisponibilidade do Medicamento no Cidadão e no Sistema de Saúde”, da CEFAR, foram realizados na primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação dos utentes de 2.097 farmácias em Portugal.



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