Autarcas discutem Redução dos Caudais no Rio Tejo
Castelo Branco
2019-10-09 10:29:43
Povo da Beira

Os autarcas dos territórios que integram a área do Tejo Internacional, nomeadamente, os de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão, Idanha-a-Nova, Cedillo, Carbajo, Herrera de Alcántara e Alcántara, reuniram em Castelo Branco, demonstrando a sua apreensão e grande preocupação pela redução drástica do caudal em toda extensão do Tejo Internacional.

Os autarcas condenam a forma como foram geridos os caudais no percurso do Tejo Internacional, que originaram elevados prejuízos ambientais, turísticos e económicos.

A situação é “inédita e inaceitável”, demonstrando profunda insensibilidade para com este território, em que os autarcas têm investido no sentido de o Tejo ser um fator de atratividade e de desenvolvimento.

Os autarcas exigem que a situação que agora ocorreu não volte a verificar-se no futuro. Apelam ainda às entidades responsáveis de Portugal e Espanha que estabeleçam um quadro, que garanta a boa gestão dos caudais e a melhoria da qualidade da água no rio Tejo.

A Agência Portuguesa do Ambiente esteve representada na reunião e prestou todos os esclarecimentos relativos a este assunto.

O presidente da Câmara de Castelo Branco defendeu a revisão da Convenção de Albufeira para a bacia hidrográfica do Tejo de forma a evitar a diminuição acentuada dos níveis da água que se têm verificado.

"O que defendemos há muito é que seja revisto o acordo relativo a gestão dos caudais vindos de Espanha. Continuamos a defender isso. Esperemos que, no futuro, situações como esta [nos rios Tejo e Ponsul] não voltem a acontecer", afirmou à agência Lusa Luís Correia.

Nas últimas semanas, na região do Parque Natural do Tejo Internacional, assistiu-se a uma diminuição acentuada dos níveis da água nos rios Tejo e Ponsul, sendo que os dois cais existentes, um em Lentiscais (rio Ponsul) e o outro em Malpica do Tejo (rio Tejo), ficaram inoperacionais.



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