Má finalização justifica nulo
Desporto
2019-12-01 11:13:20
Povo da Beira

O Benfica e Castelo Branco e Marinhense encontraram-se no Vale do Romeiro, em encontro a contar para a 12ª jornada da Série C do Campeonato de Portugal.

As duas equipas chegavam à partida em momentos muito diferentes. Os albicastrenses vinham de um triunfo – frente ao Vit. Sernache – mas queria fugir da zona de despromoção da tabela classificativa.

O conjunto da Marinha Grande está a realizar um bom campeonato, tendo 16 pontos e estando na luta pelos primeiros lugares.

Ainda assim, apesar da diferença na classificação, as duas equipas estavam separadas apenas por dois pontos, com vantagem para os visitantes.

O encontro começou animado e, logo no primeiro minuto, os forasteiros criaram muito perigo. André Caio defendeu para a frente um remate de André Perre e, na recarga, Leandro Antunes falhou o alvo, sem qualquer oposição.

Os “encarnados” reagiram de imediato e Stevy, dentro da área, ganhou espaço para o remate, mas a bola esbarrou num defesa adversário.

Ainda dentro dos primeiros dez minutos do jogo, uma má notícia para Pedro Barroso. Gilson Varela lesionou-se sozinho, obrigando a uma substituição forçada, entrando para o seu lugar Dani Rodriguez.

Na sequência de um livre lateral, o Marinhense voltou a criar uma boa ocasião. A bola foi ganha no segundo poste e, no meio da área, Sousa atirou forte, mas por cima da baliza.

Os locais sentiam muitas dificuldades em fazer o seu jogo e chegar com perigo junto da área contrária. Os visitantes estavam claramente por cima na partida, jogando maioritariamente no meio-campo adversário.

Numa jogada individual, a turma de Castelo Branco esteve perto de marcar. Grande jogada de Stevy, que tirou dois adversários do caminho e serviu Rafa Pinto. O médio, só com o guarda-redes pela frente, atirou muito ao lado.

Na resposta, os albicastrenses perderam a bola em meio-campo defensivo, Ednilson apareceu na cara de Caio, mas também finalizou muito mal.

As duas equipas estavam com uma boa produção ofensiva, mas pecavam excessivamente no momento de finalizar.

O Marinhense voltou a entrar melhor na segunda parte. Ednilson testou a atenção do guardião albicastrense, que respondeu com uma bola defesa. Na sequência do pontapé de canto, Ricardo Pinheiro, já fora da área, disparou forte, mas André Caio fez uma excelente intervenção.

Nestes segundos 45 minutos, o conjunto da casa estava mais perigoso, conseguia criar muitos desequilíbrios nas alas, mas falhava sempre no último passe.

Os forasteiros continuavam com a baliza contrária na mira, mantinham a pressão alta, mas sentiam dificuldades para praticar o seu jogo no meio-campo albicastrense.

A segunda metade foi mais equilibrada, com menos oportunidades, uma partida mais aberta e, consequentemente, com menos qualidade de jogo.

Até ao apito final, as equipas jogaram mais com mais cautela, preocupando-se mais em não sofrer e assim o nulo persistiu até final.

O Benfica e Castelo Branco, com a igualdade, fica na 11ª posição, com 15 pontos, apenas mais um que a primeira equipa em zona de despromoção, o Oliveira do Hospital. A equipa da capital da Beira Baixa, na próxima jornada, desloca-se ao terreno do Condeixa.

FICHA DE JOGO:

Estádio: Vale do Romeiro

Árbitro: Hélder Carvalho

BENFICA E CASTELO BRANCO: André Caio, Celsinho, Léo Araújo, Pedro Eira, Zézinho, Murilo, Diogo Silva (Djibril 72’), Rafa Pinto, Clayton Leite (Motty 87’), Gilson Varela (Dani Rodriguez 9’), Stevy

Treinador: Pedro Barroso

Suplentes não utilizados: João Gomes, Fábio Trindade, Camelo, Miguel Machado

MARINHENSE: Mosqueira, Ruben Martins, Fábio Santos, Luís Oliveira, Ricardo Pinheiro, Sousa, Jean Ângulo, André Perre, Leandro Antunes (Abdel 88’), Pedro Emanuel, Ednilson (Saya 70’)

Treinador: Andrés Madrid

Suplentes não utilizados: João Guerra, Elton, Bernardo Lopes, Cordoba, Ruben Coelho

GOLOS:

Disciplina: Ednilson (27’), Pedro Emanuel (29’), Zezinho (90’)

Pedro Barroso, treinador do Benfica e Castelo Branco:

“Queremos sempre vencer. Se formos ver os resultados, há muitos empates, é tudo muito equilibrado. Quando se empata, ganha-se um ponto. Queríamos muito vencer, mas há uns tempos perdemos três jogos consecutivos nos últimos minutos (…) É um ponto para a nossa caminhada. Sabemos que domingo, em Condeixa, queremos vencer novamente e trazer os três pontos para Castelo Branco. Mas quando não se consegue vencer, se conseguirmos um ponto, é um mal menor. E este é um mal menor”.



Última edição